hoje cumprimos mais uma dia na nossa jornada. Fizemos as nossas lides matinais, e depois fomos ao check-out. A rapariga da recepção falava quase zero de inglês, o que não foi prático na altura de pedir informações. Tinha boa vontade, mas zero "parlapié".
Dirigimo-nos então para o centro de Bordéus, já com um atraso de 1h (custou a acordar...). Deixámos o carro num rua perto do teatro, largámos as moedinhas para a "EMEL", e fomos descobrir a pé uma cidade muito interessante, com uma arquitectura muito homogénea, e muito limpinha. Começámos pelo Memorial aos Girondinos (revolucionários republicanos), depois vimos a igreja de Notre-Dame (pequenina mas muito rica), a catedral de Saint-Pierre (imponente, com uma torre separada, e um interior muito rico em cor e ouro). Também passeámos pelos bairros interiores, estes não tão arrumados como as zonas principais, tinham um aspecto mais rústico que lhes assentava bem. Foi agradável passear na cidade, só tivemos que ter cuidado com o metro, que nesta terra é todo à superfície, e passa em muitas zonas pedonais. O Jorge andava de cabeça para o ar a apreciar as águas furtadas com telha azul, e o metro mesmo ao lado a rasar!
Abandonámos a zona nobre do centro, e fomos para uma zona mais antiga da cidade, junto à basílica de Saint-Michel (bonita, envelhecida e fechada). Tirámos-lhe algumas fotos, e observámos a zona envolvente, que nos fez lembrar os bairros à volta do Martim Moniz, com as casas pequeninas e castiças, mas com muita malta... um bocado esquisita! Só se via quase homens, todos de cigarro na boca, de fato de treino e cabelo curto, a ir para os cafés e a conversar uns com os outros... pirámo-nos logo!
Depois despedimo-nos de Bordéus junto ao rio, fomos ver um espelho de água que foi implementado em frente à Place de la Bourse (a "Praça do Comércio" da zona), e apreciar os belos jardins que fizeram junto a rio para se passear enquanto se vê uma enorme fachada contínua de prédios diferentes mas todos perfeitamente integrados uns nos outros. Um exemplo para Lisboa...
Fizemo-nos à estrada para Limoges, que alternava 2 vias com 1 só via, e que estava pejada de TIRs. Ainda por cima, havia obras, o que tornou a viagem algo cansativa. Em Limoges, o tempo era curto, pelo que só deu para passar no posto de turismo, beber um café (aguado...) e espreitar a igreja de Saint Pierre du Queyroix
A Licinia passou para o comando do volante, e teve que levar com muita chuva e spray (em França também escasseia o piso drenante), mas chegámos sãos e salvos a Orleães, onde fizémos o check-in. Aqui, mais uma vez, zero de inglês por parte da recepctionista. A senhora era simpática, mas um largo sorriso e um "je suis desolé" são fracos para quem atende a um hotel...
Mas a noite não podia terminar sem uma peripécia. Fomos a um restaurante grill, e a moça que nos atendeu, adivinham bem... zero de inglês. Lá tentámos puxar do nosso básico francês, para lhe fazer entender o que queríamos. Depois de uns bons 5 minutos a fazer o pedido, com ela a mostrar-se muito solicita e simpática, parecia tudo encaminhado, até que nos surge o cozinheiro com uns bifes espetados num ferro e que parecia ser uma mega-morcela! Dissémos que não era aquilo que tínhamos pedido, e o cozinheiro voltou logo para trás de trombas, sem dizer nada. Logo a seguir veio a moça, com o menu, a dizer que tínhamos escolhido aquilo. O Jorge lá conseguiu explicar que não, que tínhamos apontado para as fotos do menu para indicar os acompanhamentos dos pratos principais que pedimos (cujos nomes tínhamos dito e apontado logo ao inicio!). Ela lá voltou para trás com o novo pedido, mas já sem pinga da simpatia que tinha mostrado inicialmente, e sem pedir desculpa!
Nós estávamos na descontra, mas comentámos a diferença na atitude dos dois franceses. Ela entretanto lá apareceu, e desta vez já estava de novo normal, a pedir desculpa pelo sucedido, e que o prato ia vir rapidinho. E assim foi, e nem estava mauzito (bife com batatas fritas e feijão verde para o Jorge, a Licínia foi para o frango com batata doce assada e feijão verde). Mas, e há sempre um mas, no final, quando fomos para pagar, em vez de aparecerem dois menus de 11.80€ (o escolhido), aparecia uma conta final de 28€ e picos.
Obviamente que o Jorge disse logo que algo não estava bem, que tinhamos pedido dois menus. A empregada de caixa (outra moça), sem dizer nada, deitou fora a conta, fez outra já correcta, e nem desculpa nem justificação para o erro! Isto leva-nos a pensar se não teriam feito de propósito... Enfim, pareceu-nos que aqui a simpatia desaparece quando as coisas correm menos bem, acreditamos que em Portugal as atitudes seriam algo diferentes nestes casos.
E por hoje é tudo, amanhã visita a Orleães, Senlis e dormida em Lille.
Beijinhos e abraços,
Nita e Jorge
Fotos que é bom, nada :)
ResponderEliminarAcredita que isso da conta é de proposito. És turista? Arrotas se nao deres conta...
ResponderEliminarOs franceses são anti-inglês, não facilitam nada, mesmo que saibam falar inglês ou até português podes esquecer, eles fazem de propósito :D são manientos e acham que tu é que tens que te esforçar e tentam enganar-te.
ResponderEliminarbjs